Denúncias de tráfico de drogas dentro da Penitenciária Adriano Marrey levantaram suspeitas sobre falhas na segurança
A Penitenciária II "Desembargador Adriano Marrey", em Guarulhos (SP), já foi alvo de denúncias relacionadas à circulação de drogas no interior da unidade. Imagens divulgadas à época mostravam presos supostamente comercializando e consumindo entorpecentes em um dos pátios do presídio, inclusive em áreas próximas às guaritas de vigilância.
As denúncias provocaram forte repercussão e motivaram pedidos de investigação para apurar como as drogas estariam entrando na unidade prisional e quem seriam os responsáveis pelo abastecimento interno.
Ministério Público pediu investigação
Diante das imagens e das denúncias, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou a apuração dos fatos para identificar os grupos envolvidos na comercialização de drogas dentro da penitenciária.
As investigações também buscavam esclarecer se teria havido eventual participação ou conivência de servidores públicos, além de verificar possíveis falhas nos procedimentos de fiscalização e segurança do estabelecimento prisional.
Na ocasião, uma das principais linhas investigativas era descobrir de que forma os entorpecentes conseguiam entrar no presídio e se existia alguma rede organizada responsável pelo fornecimento das drogas aos detentos.
Combate ao tráfico continua sendo desafio no sistema prisional
O ingresso de drogas e outros materiais ilícitos em unidades prisionais permanece sendo um dos principais desafios enfrentados pela administração penitenciária em todo o país.
Nos últimos anos, o Governo do Estado de São Paulo intensificou investimentos em equipamentos de inspeção, como escâneres corporais, detectores de metais e protocolos mais rigorosos de revista para visitantes, funcionários e prestadores de serviço.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa regularmente que policiais penais realizam apreensões de drogas, celulares e outros objetos proibidos em unidades prisionais da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo Guarulhos. As apreensões costumam ocorrer durante revistas de visitantes ou em operações internas de fiscalização.
Fiscalização mais rígida
Atualmente, o sistema prisional paulista conta com procedimentos de controle mais rigorosos para reduzir a entrada de materiais ilícitos. Entre as medidas adotadas estão:
- utilização de escâner corporal para inspeção de visitantes;
- monitoramento por câmeras de segurança;
- operações periódicas de revista nas celas;
- inteligência penitenciária para identificar organizações criminosas;
- integração entre a Polícia Penal, Ministério Público e forças policiais.
Mesmo com esses mecanismos, especialistas em segurança pública destacam que o combate ao tráfico dentro das unidades prisionais exige investimentos contínuos em tecnologia, inteligência e fiscalização para impedir que organizações criminosas mantenham atividades ilícitas no interior dos presídios.

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